Material básico para pintura a óleo

12 set

– uma tela 30x40cm (ou 40x50cm)
– oléo de linhaça ou terebentina
– tubos de cores: um tubo grande de branco titânio, cádmio (amarelo claro, laranja, vermelho e verde),
azul ultramarino, azul pthalo, verde pthalo e marrom vandike.

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Documentário sobre Egito Antigo

10 set

Para os alunos da Unichristus

8 set

Olá meus queridos,

Estão disponíveis no Dropbox os textos de vossas disciplinas.

qualquer dúvida,
enviem-me um email:
prof.rodrigopinto@gmail.com

atenciosamente,
Rodrigo

Sobre pincéis…

5 set

Olá meus queridos, segue a dica que encontrei no Blog da Pintura para vocês escolherem seus pincéis.

Aqui vale uma regra, escolha pelo menos 3 tipos pincéis e 5 tamanhos diferentes para executar vossa obra de arte. Nesse mesmo blog você poderá encontrar mais dicas sobre pincéis e a pintura em si.

Referência 477 – formato redondo em pelo de orelha de boi, cabo vermelho, disponível nos tamanhos: 0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18 , 20.

477

Referência 421, formato chato curto em pelo de orelha de boi, cabo vermelho, disponível nos tamanhos: 0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18 , 20.

421
Referência 484, formato chato em pelo de orelha de boi, cabo vermelho, disponível nos tamanhos: 0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18 , 20, 22, 24.

484

Referência 434, formato língua de gato em cerda natural, cabo amarelo, disponível nos tamanhos: 4, 8, 12, 16, 20.

434

Referência 456, formato chato em cerda natural, cabo amarelo, disponível nos tamanhos: 0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18 , 20, 22, 24.

456

Referência 457, formato redondo em cerda natural, cabo amarelo, disponível nos tamanhos: 0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18 , 20, 22, 24.

457

Referência 436, formato leque em cerda natural, cabo amarelo, disponível nos tamanhos: 2, 4, 6.

436

Boa Sorte,
um abraço do velho Capitão.

Sobre harmonia de cores

4 set

Olá meus queridos,

andei pesquisando sobre harmonia de cores e o melhor post que fala sobre o tema é do blog Amo Pintar. Então, segue abaixo o link para o assunto em questão:

 

“Harmonia de Cores – Blog Amo Pintar”

 

 

atenciosamente,

Um velho Capitão

Carlos Fico: “O Brasil no contexto da Guerra Fria: democracia, subdesenvolvimento e ideologia do planejamento (1946 – 1964)

24 jul

Segue uma transcrição editada de um dos textos que acho muito interessante sobre o pós Estado Novo:

“Para os Estados Unidos, a situação de ruína européia era totalmente incompatível com seus planos sob uma economia internacional fundada no livre comércio, na conversibilidade da moeda[lembrar do tratado de Bretton Woods, grifo meu] e na abertura de mercados. Tudo isso suponha países capitalistas europeus fortalecidos, aliados militar e politicamente sob orientação dos EUA.

(…)

Porém, nos anos sessenta, mesmo com os sucessos tecnológicos soviéticos aeroespacial (O Sputnik foi lançado em 1957), tornou-se claro que o capitalismo avançava economicamente a passos mais largos, dando margem a um clima diplomático de maior alívio, e à política que se chamou, então, de détente.

(…)

A expectativa era de superação do atraso, em todos os sentidos, percebido por parcelas da elite, que proclamavam a falência do velho sistema e sua incapacidade de enfrentamento da conjuntura externa difícil, criada desde a crise de 1929. Atraso denunciado, também, pelo movimento operário da Primeira República[um movimento muito mais pré disposto ao confronto contra os poderes coercitivos que hoje em dia, mesmo a constituição não dando nenhuma seguridade ou legalidade para o ato, grifo meu], cujas demandas Vargas retrabalhou através de uma operação simbólica que transformou “conquistas” em “concessões”[sensações que eu tenho sobre o governo PT, grifo meu],

(…)

a Constituição de 1946 incorporou mutua da Carta corporativista de 1937, como o caráter tutelador da legislação trabalhista e as medidas restritivas de segurança nacional. Assim, apesar de se viver o pluralismo partidário e as eleições diretas, mantinha-se o sindicalismo corporativo e outras “contribuições da extinta ditadura [até hoje em dia, e passando pela Carta de 1988, grifo meu]

(…)

A população brasileira crescera, passando de aproximadamente 30 milhões de pessoas, em 1920, para mais de 41 milhões, em 1940. Os processos de industrialização e urbanismo aceleraram-se. O tradicional tratamento das questões sociais como “caso de polícia”, corriqueiro nas quatro primeiras décadas da república, não mais se sustentavam. As elites tinha de admitir a participação das “massas”, aceitar como justos certos direitos básicos, materiais ou políticos. O conceito um tanto vacilante de “populismo” tenta dar conta dessa circunstância histórica: o reconhecimento do direito de cidadania de “massas” e a busca, por parte do poder, de neutralização de sua presença, através de manipulações diversas e de certos traços peculiares da política do Brasil(e alhures), como a figura do “chefe carismático”. Uma espécie de trabalhismo industrialista lido como expressão política carente ou subdesenvolvida[Preciso dizer com que isso se parece? Grifo meu]

(…)

Para os Estados Unidos, o Brasil deveria amparar-se em seus recursos internos, mesmo que não descartassem a possibilidade de estudar medidas tendentes a estimular o fluxo de capital privado externo. De qualquer modo, os podidos de ajuda deveriam ser dirigidos não ao governo norte-americano, mas às instituições pertinentes que se iam criando(a Conferência de Bretton Woods, em 1944, criou o Fundo Monetário Internacional, que passou a atuar no ano seguinte).

(…)

Dutra estabeleceu uma política liberal de câmbio, com a esperança de captações expressivas, já que permitia saída significativas de capital. Contudo, dada a escassez de dólares nos países europeus, o que houve foi apenas uma brutal saída de capitais[Parece a proprietária do apartamento para alugar que queria que eu me desfizesse das minhas economias para pagar seu investimento, grifo meu]. Até o final dos anos quarenta, a posição norte-americana não mudaria. [ATENÇÃO A ESSE TRECHO, GRIFO MEU]A impressão que ficou, para o homem comum que, anos depois, refletisse sobre o assunto, foi a de que Dutra gastou as “reservas acumuladas durante a guerra” com a aquisição de traste inútil, até porque a saída encontrada para a liquidação de boa parte dos créditos brasileiros com a Grã-Bretanha foi a aquisição, pelo Brasil, de empresas ferroviárias quase sucateadas, como a Leopoldina Railway e Great Western.

(…)

Sua proposta de planejamento, conhecida como Plano Salte, apresentado ao Congresso, em 1948, de fato não passava de uma tentativa de melhor articulação dos gastos públicos nas áreas de saúde, alimentação, transporte e energia. Era, porém, bastante insuficiente no que se refere aos problemas de infra-estrutura e ao delineamento global de um projeto de desenvolvimento econômico”.

LEIA O TEXTO COMPLETO, CLIQUE AQUI

Abraços,
O Capitão

A Culpa é de quem?! É da nossa ignorância.

10 jul

Tentei evitar de vir aqui e escrever sobre… tentei me distanciar um pouco dos fatos e não parecer apenas sensações exacerbadas de um apaixonado torcedor. Difícil quando, depois de 12 anos estudando e escrevendo sobre história social do futebol, ler um monte de críticas do dia após da derrota. chutes em cachorros mortos, fotos com o leão morto, mesmices… apenas mesmices…

Ora, ora intrépido treinador de botequim. Eu, você, e nem os jornalistas sabemos o que são dias de concentração, treinamentos físicos, táticos e técnicos do dia a dia. Só sabemos apenas por ver, ler ou noticiar. Nunca fomos profissionais da bola, apenas amadores ou profissionais da crítica. Isso serve para eximir treinador, confederação, patrocinadores e afins? De forma alguma. Os culpados já foram apontados há décadas.

Voltemos a fita:

25/1/2012 antes de receber o bastão de Ricardo Teixeira, “Vice-presidente da CBF é flagrado pela Band embolsando medalha da Copa São Paulo”

como podemos ver no link do video abaixo:

<a title=”José Maria Marin, O Ladrão de Medalhas” href=”http://uolesportevetv.blogosfera.uol.com.br/2012/01/25/vice-presidente-da-cbf-e-flagrado-embolsando-medalha/&#8221; target=”_blank”>José Maria Marin, O Ladrão de Medalhas</a>

em 2011 Ricardo Teixeira disse o que todos já sabiam, foi categórico e NINGUÉM fez nada. Quer ler? Tá aqui ele dizendo que ia “cagar para tudo isso e não ia acontecer nada”

leia: <a title=”Entrevista de Ricardo Teixeira à Revista Piauí” href=”http://campeonatobrasileiro.org/leia-na-integra-a-entrevista-polemica-de-ricardo-teixeira-a-revista-piaui/&#8221; target=”_blank”>Entrevista de Ricardo Teixeira à Revista Piauí</a>

em 2010 vimos a África do Sul, para não acharem que o repertório da FIFA, federações internacionais e governantes não são os mesmos aplicados o tempo todo. A Copa do Mundo é para gente rica assistir, os pobres estão fora.

Assim ficou claro há 4 anos como denunciou a ESPN Brasil e ninguém falou nada, veja:

<a title=”Cidade de Lata” href=”http://espn.uol.com.br/video/348866_durante-copa-de-2010-moradores-de-rua-foram-despejados-em-cidade-de-lata-na-africa-do-sul-reveja&#8221; target=”_blank”>Blikkiesdorp: Cidade de Lata</a>

Aqui, na Copa das Copas se repetiu e ninguém ficou indignado… porque ninguém quer ver “preto pobre doente na rua”.

Olha, se eu quisesse mostrar tudo que todo mundo sabe e nunca quis ver, só se perdêssemos e se perdêssemos do jeito que perdemos, passaria o dia escrevendo e dando dados. Todavia, como falei, bater em cachorro morto é fácil.

Agora, vir e falar e tentar arrumar culpados pelo que aconteceu em campo, tentando explicar a melhor condição tática, física e escambau é fácil DEMAIS. Volto e ratifico nesse post o que outrora falei logo depois dos 7 a 1. O Placar só mostra um monte de jovens que queria fazer o seu melhor e quando viu o sonhar acabar começou a chorar em campo e não entendeu o trator que passou por cima.

Se queres arrumar um culpado para esquemas, treinos e afins, deverias esquecer aquele jogo, essa copa, a preparação e começar tentar entender que a genealogia dos nossos erros podem estar muito mais próximas daquele amargo título de 1994 com Parreira e Zagalo.

Se queres entender qual o momento que o Brasil poderia ter mudado, primeiro assista a humilde postura de Paul Breitner no bola da vez para entender que a Alemanha descobriu que só poderia ser uma boa seleção e ganhar títulos quando perdeu humilhantemente de uma seleção sem esquema tático e só com a qualidade individual de 2 melhores do mundo e um futuro melhor do mundo, em 2002, e resolveu mudar.

<a title=”Bola da Vez – Paul Breitner” href=”https://www.youtube.com/watch?v=H1Sp12LdUh8&amp;feature=kp&#8221; target=”_blank”>Entrevista Bola da Vez – Paul Breitner</a>

Parafraseando o ex-jogador Zé Elias, a copa nos deu a 3ª chance de mudar isso tudo. Mas vamos mudar? Lógico que não. Nossa elite prefere inventar um novo Sassá Mutema. Somos assim… e se ele não conseguir “salvar a Pátria”, teremos sempre o nosso culpado.

Assim sempre foi e sempre será. Haja vista agora com Felipão e Parreira, em 2010 com o Júlio César e o Felipe Melo, em 2006 a putaria de Weggs, em 1998 a convulsão de Ronaldo, em 1990, Sebastião Lazaroni e seu líbero, em 1986 o pênalti mal batido de Zico…

Não estou me sentindo humilhado pela sinistra derrota de 7 a 1, apenas há uma tristeza profunda por ter sonhado com algo diferente, mesmo sabendo que não seria. O que dói é que o choque de realidade foi muito forte. Ver que não tinha ninguém em campo que pudesse mudar aquilo, porque sempre acreditamos que o Sassá iria nos salvar. Por isso, nos sentimos tão humilhados, porque depositamos confiança demais naquilo que tinha um fim anunciado, cedo ou tarde. Porque em 2002 tardamos esse 7 a 1 e poderíamos ter tardado mais…

E agora?

Voltar para a arquibancada e continuar torcendo… esse foi o único direito que nos deram.

 

 

abraços,

de um velho e triste torcedor

O Velho Capitão

Um patriotismo anacrônico…

1 jul

Um patriotismo anacrônico, esse foi o melhor termo que escutei nos últimos dias a respeito da copa. O hino nacional cantado a capela em plenos pulmões e uma presidenta vaiada e xingada dentro de um estado democrático de direito e liberal.

Esses fatores já seriam suficientes para debruçar horas e horas de diálogo fervoroso sobre a formação das identidades nacionais. Todavia, um debate já ultrapassado pelo menos 10 anos. Ritmo vencido.

A questão nacional seria um fator decisivo na formação final do Brasil da década de 1930, segundo HOBSBAWM: ““A imaginária comunidade de milhões parece mais real na forma de um time de onze pessoas com nome. O indivíduo, mesmo aquele que apenas torce[aqui provável, um erro de tradução, espectador seria a palavra certa e conceitualmente encaixa na questão, grifo meu], torna-se o próprio símbolo de sua nação.” (1991, p. 171). Getúlio Vargas financiou e organizou a seleção de 1938 que iria disputar o mundial. Numa seleção marcada pela tentativa de fomentar essa unidade nacional ainda tão sonhada, observou Plínio Negreiros:

“A aproximação do início da Copa do Mundo de 1938, fazia com que cada setor da sociedade brasileira, articulados pela CBD e pela imprensa, envolvia-se cada vez mais com o futebol, como se toda a nação estivesse naquele momento representada. Da madrinha da seleção Alzira Vargas, passando pelo embaixador brasileiro na França, por todas as autoridades públicas que doaram dinheiro para a delegação, além dos empresários, das atividades econômicas privadas, nacionais ou estrangeiras, chegando ao mais simples torcedor. A nação, unida, mostrava-se de prontidão, atenta para enfrentar os inimigos que viessem pela frente; a unidade nacional construída a partir do futebol, revelava a força do Brasil, que manifestava-se apontando a total falta de temor diante de inimigos tão fortes. E essa unidade nacional havia sido forjada de tal maneira, que foi capaz de não deixar nenhum brasileiro de fora, mesmo aqueles que possuíam pouco ou nenhum interesse pelo futebol, esporte tão criticado por setores da imprensa e por teóricos da Educação Física, que o associavam à deseducação popular, à violência e á desordem” (NEGREIROS, 1997, p. 219)

Agora,  o momento atual, mostra-nos um ex-presidente ocupando o papel de Vargas e uma presidenta sendo a madrinha dessa união identitária. A unção dessa nova identidade passa pelo aspecto de uma reorganização da classe trabalhadora em prol de um projeto de governo que ainda não vingou. Uma imprensa golpista que tenta tirar a percepção de estabilidade social distorcendo fatos. Uma uma elite “Mion-esca”, que torce e abraça a tentativa de derrubar um governo popularesco (para evitar termos inadequados).

E os intelectuais? Esse é o grupo mais perdido no tiroteio que vivemos. Mais perdidos que cegos. Os intelectuais não conseguem encontrar função social, ainda baseado no sonho de ser a solução para os entraves desse re-arranjo não entendem que as classes exploradas começaram a resolver seus problemas nessa negociação com o governo sem o auxílio deles. E, vale ressaltar, que nessa negociação os trabalhadores estão perdendo ou sofrendo os despautérios dos acordos unilaterais forçosos do mercado especulativo e empreiteiro brasileiro e internacional. Todavia, mesmo assim, não estão e nem estiveram esperando soluções advindo dos intelectuais.

Como escutei outrora, e respondo, se existe uma culpa, por torcer, essa é exclusiva desse grupo que não sabe o que fazer com suas ideias. Eu, particularmente, em nenhum momento me senti culpado por falar que iria torcer pela seleção. E, faço isso veementemente há vida toda, desde que meu pai, quando eu ainda menino véi, deu-me um livro sobre a Copa de 1970. Sobre a melhor seleção que o mundo viu jogar. Sobre a primeira seleção que ganhou 6 partidas para ser campeã do mundo. Sobre Pelé, Tostão, Rivelino, Gérson, Jairzinho e Carlos Alberto Torres (nosso eterno capitão). Não existe culpa em torcer pelo futebol bonito. Saber distinguir o futebol das questões sociais deveria ser um princípio para esse debate. Uma coisa é uma coisa, outro coisa, é outra coisa.

E sobre o anacronismo?! A questão está exatamente no equívoco de 1970. Essa copa não é relacionada a forja da identidade nacional militar. Não são 90, nem 200 milhões em ação. O coro da capela não enaltece o estado, pelo contrário, tenta destitui-lo. A identidade em questão está sendo forjada no asfalto pintado da periferia brasileira que abraça o sonho verde-amarelo do ex-presidente torneiro mecânico. Não há as bandeirolas nas ruas da classe média, esta foi ao estádio vaiar a madrinha, fazer coleção de copinhos de cerveja da patrocinadora do evento e tirar algumas selfie; ser bacana na festa popular.

A classe obrera ainda está buscando o seu lugar ao sol e a sombra (GALEANO, 2004). É sintomático, pelo menos em Fortaleza, organizada ou não, perdida ou não, estarmos tendo no meio da festa das empreiteiras, uma greve dos trabalhadores da construção civil. Silencia a grande mídia. Não está preocupado os intelectuais. De fato, isso é sintomático. Getúlio Vargas está mais vivo do que nunca. E o presidente que nasceu dos sindicatos pelegos em meio a uma estado de excessão é reflexo disso. Vivemos ainda num processo que não está solucionado, desde a criação da CLT. Ela apenas escondeu um problema latente. Ainda tentamos resolver o problema de um Brasil que embarcou naquela paz armada do Estado Novo.

 

 

apenas umas ideias a esmo,

nada por completo…

 

 

O velho e futebolístico Capitão.

 

 

referencial bibliográfico:

  • GALEANO, Eduardo. Futebol ao sol e a sombra. São Paulo: L&M Pocket, 2004
  • HOBSBAWM, Eric J. Nações e Nacionalismo desde 1780. Programa, mito e realidade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1991

  • NEGREIROS, Plínio José L. de C. Futebol e Identidade Nacional: o caso da Copa de 1938. In: Coletânea do V Encontro de História do Esporte, Lazer e Educação Física. Ijuí: Editora da UNIJUÍ, 1997.

correr, correr… CORRER!

23 jun

Em 14 anos, o jogadores dobraram o espaço percorrido dentro de campo. Espaço que não alterou muito de 1970 até 1990. Como podemos ver na reportagem da revista Placar,

“O futebol exige que os jogadores sejam, ao mesmo tempo, rápidos e resistentes. Em uma partida de 90 minutos, hoje, corre-se mais que há 30 anos. No Campeonato Brasileiro, por exemplo, um jogador corre, em média, de 7 a 11 quilômetros durante os 90 minutos, dependendo da posição em que joga. Até os anos 1980 essa média era de 4 a 7 quilômetros. Na Europa, onde as temperaturas são mais amenas na maior parte do ano, a média atual é de 10 a 14 quilômetros.”

Nos anos 1970 essa velocidade e distância percorrida era bem menor, consta que:

“Pelé, Jairzinho, Tostão e companhia tinham que correr pelo menos 3,5 quilômetros para serem bem classificados nos treinos.”

(http://placar.abril.com.br/materia/haja-folego-descubra-quanto-os-jogadores-correm-durante-uma-partida)

Já nos anos 1990, Cafú era o rei do fôlego, todavia hoje ele não estaria nem perto das médias…

Em 2005, pouco antes da trágica campanha de 2006, os preparadores físicos da seleção elogiavam seu preparo.

“No protocolo espirômetro, teste feito sobre uma esteira, acoplado a um respirador para medir o limiar anaeróbio, Moraci conta que Cafu, de 1m70 e 74 quilos, mantém um ritmo muito alto. “Ele chega a 16, até 17 quilômetros por hora, um número muito acima da média dos jogadores de futebol, que é de 14 quilômetros por hora neste teste. O Cafu consegue se manter por 8,2 quilômetros correndo sem entrar em déficit de oxigênio.”

(http://www.universidadedofutebol.com.br/Noticia/1252/Cafu-ainda-e-fenomeno-no-aspecto-fisico)

de 2010 para 2014, as diferenças já mostram discrepâncias sintomáticas. Por exemplo, Robben, atingia médias de 30km/h de velocidade máxima por jogo. Nessa copa ela já consegue atingir a incríveis 37km/h

O físico de Cafu era de 1,70m para 74kg. Iniesta tem 1,75m e pesa apenas 63kg. O físico está sendo levado a exaustão. Ninguém está preocupado mais na parte técnica. Ela não vence jogos. O importante é desenvolver física e taticamente os jogadores.

O que gerou essas alterações?!

Para mim, temos dois booms táticos que alteraram a forma das esquadras e a velocidade dentro de campo. A primeira é iniciada com o 4-3-3 da seleção brasileira de 1970 e aperfeiçoada pela seleção holandesa e sua redução de campo. E recentemente a seleção espanhola.

Antes que alguém saia em defesa da seleção holandesa e o super carrossel, reveja que de bonito só as travas nas chuteiras disponibilizadas nas canelas dos jogadores brasileiros. Perdemos de 2 a 0? Apanhando daquele jeito, deveria ter perdido de mais.

Ta aqui o video: http://www.youtube.com/watch?v=PqSInM7VlkQ

E sobre a Espanha, vale essa lembrança:

“A partida entre Espanha e Holanda, disputada no último dia 11 de julho e que terminou com vitória por 1 a 0 para os espanhóis, bateu o recorde de cartões em finais de Copa do Mundo. Até a decisão do Mundial, o maior número de aplicações de cartões havia ocorrido em 1986, quando seis amarelos foram mostrados na final de 1986, vencida por 3 a 2 pela Argentina contra a Alemanha.

A decisão entre Espanha e Holanda também foi o jogo com maior número de cartões entre os 64 confrontos do Mundial de 2010. O duelo entre Chile e Suíça, com nove amarelos e um vermelho, foi o que teve o maior número de punições aos jogadores na fase de grupos da competição.”

Fica, tristemente, claro, que para ser campeão, ou mudar um pouco a história do futebol de forma tática, o caminho não foi pela dinamismo do esporte em busca do gol. A intenção de 1974 e de 2010 foi reduzir os espaços e parar as outras seleções com o anti-jogo.

 

 

Abraços,

O velho e rabugento Capitão

Dúvidas sobre abertura, danças e um pouco de arte contemporânea

14 jun

Aqui fica algumas dúvidas, e um espaço para debate e discussão.

Acho que para iniciar o debate, vale relembrar um bom trabalho de um amigo, que tive o prazer de participar da banca de defesa de seu TCC, de Igor Grazianno, com um tema bastante interessante do futebol como uma dança.

Num DVD da Fifa, para copa de 2006 existe um filme oficial da Copa de 1930, numa mistura de tango uruguaio, futebol e beleza 22 atletas dança num campo em movimentos repetitivos que mais parece um baile. Uma relva verde e cheia de espaços, buracos desconexos, precisando ser ocupada por jogadores que buscam um goal (objetivo, em inglês).

Ontem um amigo que respeito bastante, queridíssimo, citou que a abertura da Copa foi um tanto pobre, faltou a riqueza da coreografia e cores de festivais brasileiros. As alegorias dos desfiles de Parantins, dos carnavais, “até mesmo as quadras de são joão” são muito melhor ocupadas e tem mais cores e fantasias mais esplendorosas.

Não sei nada de dança, só aprendi dois pra lá e dos pra cá, movimentado pelo tum, tum do bumbo da banda. E olhe lá, quando eu em par consigo seguir um ritmo dançante.

Acho que a TV, o espectador e os organizadores tem que tirar um preconceito do corpo. Emerson Maranhão estava certíssimo que é um absurdo o personagem de índio ter que estar coberto por uma “pele de pano” e não mostrar a verdade pele humana. E fiquei com essa acertiva na cabeça. Qual o problema numa transmissão para cerca de 6 bilhões de pessoas mostrarmos ao mundo como os índios são, de fato?! Moralismo?!

Um problema, como tocar o campo, sem macular a grama? Na verdade o maior espetáculo não é a abertura, a festa, mas a bola que precisa rolar por uma grama impecável. Diga-se por passagem, debaixo de um toró, Natal provou que sabe fazer um sistema de drenagem e manter uma grama perfeita.

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Voltemos a composição do espetáculo, como arte, como dança, como futebol… precisávamos termos ocupado melhor os espaços para demonstrar qualidade coreográfico? Ou as composições eram pobres mesmo?

Todavia nesse problema todo fico encasquetado com um debate fervoroso da disciplina de História do Brasil VI. Os índios taperas se vestirem de penugens de galinha e se pintarem com tinta guache é decadente? É feio?

O que é decadente e feio para a arte?

Lembre-se, apenas estou abrindo um debate, um espaço para reflexão. Já que estas questões estão BASTANTE abertas em minha cabeça!

 

 

Abraços,

um velho capitão