sobre independência, unidade nacional e afins

27 out

A unidade só consegue ser forjada “finalmente” na constituição de 1988. Todavia esses e-movimentos sociais tem provado que até agora é apenas uma forja

A primeira tentativa de separação ocorre com as guerras de independência e a vitória do império em 2 de julho de 1823, Na Bahia. Data que é comemorada até hoje, por lá!

Os resíduos da confederação do equador de 1824 citado pelo amigo Andre Almeida, analisando essa forja de unidade nacional, ainda é percebível no nome das ruas do recife. Os heróis ainda tem nome de ruas na capital dos confederados.

A guerra do Paraguai de 1867 a 70 é importante para criar o primeiro sentimento de identidade nacional. Coisa que o Brasil ainda não tinha sentido.

Getulio é o estado novo contribuíram para isso. Um dos feitos de Getulio foi a queima das bandeiras estaduais e o fim das federações. O Brasil era um país, não mais Estados Unidos do Brasil como pregava a constituição de 1891.

A decadência econômica (um modelo que só beneficiou o capital estrangeiro) e o nacional desenvolvimento de JK favoreceu a ideia de um nordeste com mão de obra e um Sul com áreas de trabalho e rico.

A ideia era apaziguar as diferenças e desenvolver tirando de cada um o seu melhor, mas o modelo industrial não cabia ao nordeste agrícola. A sudene seria um fracasso anos depois, mas ajudaria os coronéis se solidificarem no poder e roubar dos cofres públicos…

Em 1964, a ditadura consolida o papel opressor do estado. Aqui você pode pensar que tudo de ruim aconteceu para legalmente solidificar o sistema opressor na relação opressor x oprimido. 20 anos de equívocos.

E a constituição de 1988 ratifica os elos do passado recente. mantem como em 1946 se manteve os sistemas coercitivos, os sindicatos coorporativos, sistema tributário cheio de frestas para corromper… falaria horas de como as lacunas são enormes para o desenvolvimento. Todavia a unidade estava “finalmente” forjada.

Vem o nosso playboy favorito, Collor. Ele tenta ser o progressista que o Brasil precisava, mas o playboy tava mais empolgado com o status do que a história. resumindo e sendo rasteiro, sem paciência. Mesmo assim, ataca as superforturnas, rouba as cadernetas de poupança da classe média, taxa movimentação bancária, ele tenta fazer a reforma tributária como estava previsto em 1988. Não era interessante, ele é muito jovem. Ele cai, por conta de uma Elba e um irmão enciumado.

O modelo já visto em Dutra na década de 1950 volta com Itamar e depois FHC. abrir o mercado, garantir a especulação, o povo ter a sensação de compra e as divisas correrem para o exterior.

Qual a grande questão agora. O modelo de Lula olha pro sertão faminto, e o levanta contra o modelo explorador que detinha o status quo. A casa grande se revolta… 114 anos depois o estado resolve o problema da realocação dos escravos na sociedade. A casa grande não está gostando, as reformas estão ocorrendo… a unidade está ameaçada…

abraços,

um velho capitão

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