Dúvidas sobre abertura, danças e um pouco de arte contemporânea

14 jun

Aqui fica algumas dúvidas, e um espaço para debate e discussão.

Acho que para iniciar o debate, vale relembrar um bom trabalho de um amigo, que tive o prazer de participar da banca de defesa de seu TCC, de Igor Grazianno, com um tema bastante interessante do futebol como uma dança.

Num DVD da Fifa, para copa de 2006 existe um filme oficial da Copa de 1930, numa mistura de tango uruguaio, futebol e beleza 22 atletas dança num campo em movimentos repetitivos que mais parece um baile. Uma relva verde e cheia de espaços, buracos desconexos, precisando ser ocupada por jogadores que buscam um goal (objetivo, em inglês).

Ontem um amigo que respeito bastante, queridíssimo, citou que a abertura da Copa foi um tanto pobre, faltou a riqueza da coreografia e cores de festivais brasileiros. As alegorias dos desfiles de Parantins, dos carnavais, “até mesmo as quadras de são joão” são muito melhor ocupadas e tem mais cores e fantasias mais esplendorosas.

Não sei nada de dança, só aprendi dois pra lá e dos pra cá, movimentado pelo tum, tum do bumbo da banda. E olhe lá, quando eu em par consigo seguir um ritmo dançante.

Acho que a TV, o espectador e os organizadores tem que tirar um preconceito do corpo. Emerson Maranhão estava certíssimo que é um absurdo o personagem de índio ter que estar coberto por uma “pele de pano” e não mostrar a verdade pele humana. E fiquei com essa acertiva na cabeça. Qual o problema numa transmissão para cerca de 6 bilhões de pessoas mostrarmos ao mundo como os índios são, de fato?! Moralismo?!

Um problema, como tocar o campo, sem macular a grama? Na verdade o maior espetáculo não é a abertura, a festa, mas a bola que precisa rolar por uma grama impecável. Diga-se por passagem, debaixo de um toró, Natal provou que sabe fazer um sistema de drenagem e manter uma grama perfeita.

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Voltemos a composição do espetáculo, como arte, como dança, como futebol… precisávamos termos ocupado melhor os espaços para demonstrar qualidade coreográfico? Ou as composições eram pobres mesmo?

Todavia nesse problema todo fico encasquetado com um debate fervoroso da disciplina de História do Brasil VI. Os índios taperas se vestirem de penugens de galinha e se pintarem com tinta guache é decadente? É feio?

O que é decadente e feio para a arte?

Lembre-se, apenas estou abrindo um debate, um espaço para reflexão. Já que estas questões estão BASTANTE abertas em minha cabeça!

 

 

Abraços,

um velho capitão

 

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2 Respostas to “Dúvidas sobre abertura, danças e um pouco de arte contemporânea”

  1. Fabio Freire 03/07/2014 às 12:03 pm #

    Velho Capitão,
    A crítica relacionada aos índios e o comparativo com outras aberturas está correto.
    Entretanto gostaria de fazer um complemento. A imprensa mundial muito criticou a abertura entretanto, a diretora responsável pela coreografia e direção artística da Copa 2014 foi a belga Daphne Cortez. Ela é que ganhou BEM e fez uma abertura “Padrão FIFA”.
    Se crítica devem ser lançadas, a direção devem seguir outro caminho.

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