WhatsApp, mensagens e novos conflitos nas relações sociais modernas.

11 set

A mensagem chega de uma pessoa que não fala contigo há uma década. E, é por whatsApp; Carolina me disse que hoje quem não tem esse troço está excluído socialmente, então tenho que ter.

Chega e quando chega é estranha a mensagem, é uma foto, de uma conversa que ela tem com um outro amigo que esse nem deu trela, nem respondeu, eu deveria ter feito o mesmo. Mas não, eu gosto de esticar, sou chato. E responde um monte de interrogação para saber o que ela quer que eu faça com o trecho da conversa dela com o terceiro. Ela diz que não é mais necessário a conversa pois o problema estava resolvido e eu mais uma vez respondo um outro monte de interrogação. Ela ironicamente pergunta se eu ainda tenho contato com o nosso amigo e começa a discussão.

Óbvio que isso não chegou em nada, apenas ela ficou mais chateada comigo e eu mais decepcionado com ela. As vezes nos aproximamos e nos afastamos, sinto falta de alguns amigos e de outro preferia que se afastassem logo para poder sentir falta. Todavia, nada volta, nenhum passado retorna. Não dá para desejar que as tudo fosse como antes, já houve encanto e desencanto. Ponto. Não chore, o leite já derramou.

E por que tudo isso? Por que esse post?

Talvez por ter sido chamado de amargo, ou não, talvez para me explicar sobre tudo isso, de fato, isso é uma história particular como outra qualquer que ocorre todos os dias. O problema que na nossa sociedade do consumo, o Ego fala sempre mais forte. Está todo mundo preocupado de resolver seus problemas, e não percebe o outro. Mas na ansiedade de fazer o tempo girar mais rápido que o ele pode girar, esquecemos o outro. Lembre-se: 1 minuto, são 60 segundos, duas músicas na rádio são 6 minutos. Eu sei que um jogo de basket pode se resolver nos últimos 5 segundos, mas prometo a você que cada segundo ainda terá uma fração de 100 centésimos de segundo ou mil milésimos de segundos, nem um a mais, nem um a menos.

O que esperar do mundo se você sobe nele já todo armado? Agora não tem mais volta, você pode pedir desculpas, você pode ir para outro caminho, mas o dito, o feito, está concretamente realizado. Prefiro a cretinice amável do Sérgio que chega me chamando de nome feio, prefiro a secura dos pedidos do Gustavo para fazer as compras da birosca, enviando-me apenas a lista, secamente. A pergunta na lata de Aline, na primeira hora da manhã. Pois, entre amigos sempre haverão perguntas rotineiras de como estás, de parabéns pelo filho que virá, sorrisos e abraços fraternos.

Convenhamos, se na verdade não espera amizade de mim e nem quer devolver esse sentimento, pelo menos tenha polidez e dê bom dia quando quiser pedir algo, ou informar algo. Comece uma conversa amistosa. Não existe urgência maior do que acalentar o próximo. Faça o bem. Se pensares bem, a mensagem não era de preocupação com o que poderia ocorrer naquele lugar, se houve problemas, era apenas querendo restaurar sua situação de conforto que foi retirado por algum erro eletrônico.

Cuidado, a sociedade do consumo é perigosa demais…

Abraços,

Um velho capitão

com falta de doçura

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