Crítica moderna

27 ago

Derepentemente surge uma cidade cheia de reivindicações, cheia de novos valores. A cidade como espaço de saber e depositário de memórias, não é mais a mesma, a cidade é dinâmica. Alguns valores tende a morrer não por opressão, mas apenas por desuso. Outros nascem, por necessidade ou por manifestações individuais de uma sociedade de consumo.

Alguns gritos de liberdade, outros, apenas uma necessidade de incomodar. De fato, não estamos mais passivos quanto erámos na década passada, ou trazada. Aqui jaz os memoriais da Ditadura, ou não. O estranho lugar de reinvidicar é o baluarte de um governo opressor. Seja com caviar ou buchada. Não precisamos de despostas para humilhar o povo, bastamos levantar bandeiras democráticas; esclarecidos.

Nessa vontade louca de mostrar politicidade e boas condutas surgem pensamentos conflituosos. A sociedade do consumo ainda é muito forte. Os valores conservadores são hegemônicos. Pena que o quê nos sobra são caras pintadas modernos, ou movimentos ambientalistas perdidos na opressão da década de 1970. Como é demodé os motivos que levam essas crianças às ruas: “fora capitalismo, mais bicicletas”. Fica a dúvida: Qual bicicleta esse revolucionário pretende comprar? Caloi com passador Shimano?!

Enquanto os torturadores observam o agonizar do movimento ocupacionista, ninguém fala sobre a desapropriação cruel da favela do trilho. Por que? Por que o VLT é mobilidade urbana consciente, sem poluição, transporte coletivo, redução do impacto do trafego local. Menos carros, mais VLT! E, os trabalhadores que moravam ali e estavam perto do seu emprego. Grande parte, empregadas domésticas que iam pro seu trabalho a pé, servir a classe média. Agora, tudo pru Curió. Etapa MIL! Mais mobilidade, mobilidade pra puta que o pariu!!!

Fico tranquilo, porque pelo menos surge uma geração saúde, uma geração que prega o bem, o amor próprio, a verdadeira vontade da auto-satisfação. Derradeiro fim para uma sociedade que apenas decaí nas necessidades do ego. O Eu cada vez mais é o centro de tudo. Não existe espaço pro coletivo. Por isso, surgem essas manifestações pró alguma coisa. Seja espiritual, política ou cultural. Nenhuma delas prega o amor pelo outro, antes de a si mesmo.

Temos que ter cuidado, estamos construindo uma nova cidade. Estamos despreparados para essa nova geração. Perdidos dentro da nossa e não conseguimos manter diálogo com o que passou.

abraços,

Um velho capitão!

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Uma resposta to “Crítica moderna”

  1. Raisa Arruda 27/08/2013 às 10:47 am #

    “Nenhuma delas prega o amor pelo outro, antes de a si mesmo.” Fico triste com isso, porque tem quem acredite que está pregando esse tal e bendito amor, mas tá tão longe. O discurso é tão egoísta quanto o amor que se prega. Esse amor ao próximo que parte de si mesmo, e nunca do lugar do outro.
    Às vezes quero que essa fase de transição passe, mas tenho medo do que pode vir, já que implantaram cabrestos na “juventude revolucionária ultra-jovem” e eles não enxergam e nem escutam os discursos e os gritos que ecoam no YouTube e redes sociais… Me dói, porque de fato, se houvesse amor nas manifestações, seja qual for, teríamos algo coletivo desde a concepção do movimento… Seria algo para os outros, para todos, para o NÓS e VÓS em equilíbrio. E não para os outros no sentido de “eu sei o que é melhor, então vim aqui reivindicar por vocês, que não sabem de nada”, mas com a idéia de diálogo, troca e construção…

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