Dúvidas modernas, semióforos e uma condição.

7 ago

Lembro de quando estudava a formação dos estados nacionais e um livro em particular abriu minha mente para a ideia do semióforo como construção ex tunc de uma sociedade. 

O estranho é perceber valores que construíram o estado nacional no século XIX sendo perpetuado ainda no século XXI, mesmo observando uma desestruturação desse estado como bem observou D. Harvey. Os estados perderam seu espaço para o amor as grandes corporações. Acho que tirando a Copa do Mundo, raro são os momentos de bradar hinos nacionais. 

Segundo M. Chauí não deveria, mas o capitalismo valoriza aquilo que não tem preço! Seria impossível aceitar diferenciar valores para imagens de santos se você estivesse apenas comprando estatuas de gesso. Mas você condiciona valor material àquilo que apenas está imageticamente em sua cabeça; seus sentimentos. Estranho pensar que essa percepção de Chauí está intrinsecamente ligada a formação do estado nacional, mesmo como já citamos acima, vivemos a deterioração dos estados nacionais.

A verdade é que o capitalismo está em constante mudança simbólica, ou simplesmente, o mercado de fato está conseguindo, segundo o próprio, A. Smith regular as relações humanas. Não precisamos mais de um meio(o estado moderno) para se chegar ao equilíbrio(desequilíbrio) social. Smith só erro nessa equalização, ele não conseguiu entender a essência humana, ser mal. 

De fato os darwinistas sociais do século XIX apenas anteviram nosso gozo por buscar uma seleção natural, que não precisa ser étnica. Estamos, mesmo, lutando contra as diferenças de classes. Quando na manifestação contra a violência o mote é expulsar a violência de volta pra periferia, de fato, apenas querem tanger o problema para onde ele sempre esteve e de preferência, mate-o. Não importa como.

Hoje uma das primeiras coisas que vi nas redes sociais foi mais uma dessas simbólicas alterações que a olho nu não conseguimos dar conta. Como podemos vender crenças?! Voltemos a M. Chauí. Antes, não estou indo contra ou favor, apenas observando e pensando ainda a respeito. Não se chatei. Como podemos vender artigos que simbolicamente deveriam ter sentido espiritual? Não estamos comprando gesso, prata ou até mesmo ouro, estamos comprando aquilo que nos faz bem. Seja Nossa Senhora ou uma posição de meditação. O preço do ouro está embutido, o do trabalho também, os impostos até aparecem na nota fiscal, e o do desejo por ter aquilo que veneramos? 

 

 

atenciosamente,

Um velho Capitão

 

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