Banditismo por uma questão de classe

27 jul

O jovem chega na sala de reabilitação e fala para doutora, Eu quero ficar limpo, doutora, num guento mais essa vida doida. A doutora de pronto acha que o mundo tá salvo, crianças de 14 anos desistindo do vício do ópio e drogas sinistras. Ele continua, Quero ficar limpo, para poder ser um ladrão que num vacila, sabe doutora, quero roubar e não vacilar por conta das drogas, ganho mais assim. Preocupada com o que a de vir, tenta mudar a ideia da criança e ele retruca, Doutora, quero roubar para ter dinheiro para comprar meu tênis importado e a camisa de marca. Tenho direito né? 

Um fato comum que ocorre todo dia, a ideia do consumo adentra a mentalidade juvenil que assisti na TV as novelas da globo, que tudo é multi colorido e todos podem andar em paz. Tem carros, roupas bonitas e nunca trabalham. Todo jovem sonha com o mundo fabuloso da Malhação. Será que ele tá errado em pensar em roubar? Deveria estudar, entrar no mundos do trabalho e dignamente conquistar seu lugar ao sol e suor da expropriação?!

No outro lado da cidade o empreiteiro sugere ao fiscal que assine a papelada de um contrato de R$ 1,9 milhões. O fiscal se assusta com o montante e faz revisão das notas e percebe que só tem R$ 950 mil de fato, que os outros 950 mil é superfaturamento da obra. Eu pergunto para o fiscal, e aí? Ele respondeu que engavetou a ordem de serviço, mas sabe que alguém acima dele vai liberar. Diz, Pelo menos, não tem a minha assinatura. Não sou responsável!

O Engenheiro estudou, trabalhou, virou empreiteiro e rouba. Deve ter roubado mais para crescer mais e rápido. E aí? Para que ele rouba? Para comprar o carro importado, fazer a viagem para o exterior e comprar as roupas de marca.

Nesse momento, eu paro e penso, Será que a criança não está certa? Por que ele não deve roubar, já que os que permitiram ele estar nesse estado de miséria foram os primeiros a roubarem dele, dos pais dele, dos avós dele…

Estamos no meio de uma guerra civil e não percebemos, não demos conta que tudo é uma questão de classe!

 

abraços,

Um velho capitão

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Uma resposta to “Banditismo por uma questão de classe”

  1. Raisa Arruda 27/07/2013 às 10:51 pm #

    ;)

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