Carambolas vermelhas e maracujás verdes

22 mar

Dos desfrutes de carambolas vermelhas e maracujás verdes, o mel que escorria pela boca era aluvião para tanta felicidade de Parmênides Sucupira. Joaquim Barbosa escutava com calma as diretrizes etílicas de Márcio de Souza sobre como melhor elaborar aquela peça de arte. Não eram pinceladas a esmo.

Nada estava posto de forma aleatória, tudo tinha sua intencionalidade. Todavia para Parmênides o que importava era o gosto do sumo. Joaquim estava feliz por tamanha ousadia, tinha de fato revolucionado as crenças alheias sobre o certo e o errado. Mesmo a custas de esconder os meios escusos para conseguir a coloração exata de cada fruta. O que os olhos não vêem, o paladar nao sente. Assim ele usava a máxima.

A única verdade, de fato, estava sucumbida pelos interesses maiores de Márcio de Souza, que por trás das artimanhas degustativas de Joaquim, conquistava as mentes dos novos crentes. A ousadia de mudar as cores e ninguém perceber o mal que isso iria causar a médio prazo era seu grande trunfo.

Vencido pela felicidade construída, Parmênides sucumbiu o ultimo copo e preferiu ir dormir em paz, sem querer questionar o novo mundo.

Abraços,
O velho Capitão.

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2 Respostas to “Carambolas vermelhas e maracujás verdes”

  1. Maria 25/03/2013 às 1:46 am #

    ” A ousadia de mudar as cores e ninguém perceber o mal que isso iria causar”
    bonito, visse?

  2. Mariposa. 25/03/2013 às 3:30 pm #

    ;)

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