Conflitos de classe atingem a rede da acessibilidade

10 abr

Comprei meu iPhone 4, 16gb em outubro de 2010, foi uma delícia abrir aquela caixinha, esqueci do mundo a minha volta. Numa promoção incrível que a Vivo me fez, em cima de um plano pós-pago maluco que tenho.

Meu sócio comprou o dele, 32gb, o outro amigo comprou logo o iPhone 4S, enquanto o quarto dos amigos comprou o Samsung Google, um celular sinistro, caríssimo, mas de plataforma Android.

Já tive as duas plataformas e não vou negar, se eu não fosse tão viciado em produtos da Apple, pelo sistema simples, descomplicado e de alta qualidade eu já teria aderido ao Android e sua SUPER interatividade. As vezes me sinto um pouco inseguro com a plataforma da Google, mas vai lá, é bem mais saborosa do que o iOS. Isso é uma sensação minha, sem críticas babacas por isso.

Por que estou falando sobre isso? Recentemente duas notícias bombardearam as relações internéticas, primeiro o surgimento do Istagram para Android e logo em seguida a compra do Istagram pelo Facebook. Duas jogavas incríveis de mercado. A primeira aproximava o rede social cultbacaninha da empresa Google e do seu moribundado Orkut. E, a segunda a compra do apps pelo arque-rival do Orkut, o Facebook.

Enquanto usuários caiam no debate fervoroso da orkutização do Istagram a briga por debaixo dos panos sugere um controle maior ainda de vida interativa desses. O Facebook já criou uma parceria com o Skype, abriu a rede para compras, você pode criar lojas virtuais, e agora a mais popular rede de relacionamento para iOS e, recentemente, Android foi adquirida pela marca, o Istagram.

Nessa seara arretada, alguns dos preconceitos da sociedade mundial se revelou fortemente, a necessidade da segregação social. Volto a frisar o debate anterior, se no Brasil e no mundo, a Copa não é para todos, a internet também não é bem aceita quando a ideia é acessibilidade. 

Surgem grandes trusts nas redes sociais, a luta pelo controle de perfis está aberta. Facebook, Apple, Google, Microsoft lutam por usuários, quanto mais usuários, mais poder. Aqui não é apenas dinheiro, é controle social. No andar de baixo, os perfis lutam para ser mais cultbacaninhas e exclusivos em opcionais de plataforma. 

Para muitos não há conflito social declarado, para mim, a briga apenas começou…

Se estivéssemos na década de 1960/70 eu diria que estaríamos a beira de um conflito de classe. Todavia isso é muito loucura para um povo tão pacífico e crente na democracia de direito.

 

 

O Capitão

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