Política para que te quero?!

12 mar

Recentemente, escutei que discutir carnaval não era uma questão política! Hoje o maior cartola do futebol brasileiro pediu demissão e saiu, e aí, vamos fechar os olhos e dizer que isso também não é uma questão política para se discutir?! Como vamos gerir nosso lazer, quem vai ganhar com isso, como trazer educação e segurança para esses espaços tem que ser discutido! Estamos calados, e adoramos apenas curtir e comentar besteiras!

Fico assustado quando uma criança de 20 anos hoje em dia diz que não gosta de falar de política e debater sobre! No início do século XX, no Rio de Janeiro apenas 20% da população podia votar e sua maioria não exercia esse direito, segundo José Murilo de Carvalho. E, nem por isso, a população não deixou de sair as ruas e lutar pelos seus direitos! Assim foi em inúmeras revoltas populares, como em 1904 a Revolta da Vacina.

Política é muito mais que um simples voto em deputado, vereador, prefeito ou afins! Tenho tido bastante medo de como as novas gerações estão curtindo essa vontade de dizer: “eu sou apolitico. Eu não tenho posição para nada. Façam o quiser da minha vida”.

segundo o novo pai dos burros, Wikipédia, “O termo política é derivado do grego antigo πολιτεία (politeía), que indicava todos os procedimentos relativos à pólis, ou cidade-Estado. Por extensão, poderia significar tanto cidade-Estado quantosociedadecomunidadecoletividade e outras definições referentes à vida urbana.”

Por definição quando a criança de 20 anos diz que não gosta de política, ela simplesmente está confirmando seu total interesse pela falta de vontade de definir sua vida num espaço coletivo. Delega assim a qualquer um o seu direito de ir e vir!

Provável termos passado a viver este processo de idiotização no final dos anos 1980, quando ocorreu a queda do muro de berlim e final da ditadura militar brasileira. A concepção de um estado democratizado favoreceu aos que viveram na época a uma sensação de democratização e pacificação social. Os nascido de 1989 em diante não viveram a luta, apenas a ideia solidificada que o Brasil não mais vivia a negação do estado de direito. Para que lutar por algo já adquirido? Essa é a única explicação que consigo ver a priori.

Estamos num momento muito importante da nossa construção social, talvez crucial, não surgem novas lideranças políticas, a estagnação intelectual é forte. O debate da esquerda universitária ainda resvala no maniqueísmo da guerra fria. Todavia a geração que nasceu na década de 1990 está mais preocupada em qualquer outra coisa que não seja “os procedimentos relativos à pólis,”

Por enquanto, a copa do mundo não é nossa…

Abraços,

Um velho capitão de um submarino amarelo!

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