O estacionamento é nosso!

21 mar

Olá caro comerciante,

semana passada sofri um constrangimento público gratuito. Sem muitos por menores vamos ao assunto.

Estacionei o carro na frente da Farmácia Central, ao lado do jornal O Povo, avenida Aguanambi, Fortaleza, CE – Brasil. Sai do carro com minha namorada e fomos tomar um café no vizinho e deixei-a na porta do trabalho (Fundação D. R.). Na volta, a graça do dia; a gerente havia deixado no para-brisa do meu carro um recadinho. A folha impressa dizia algo do tipo: “você estacionou em local privado e nos deu prejuízo.”

Vamos lá senhora gerente, alguns esclarecimentos. A Calçada com recuo e estacionamento na frente em via pública, é um estacionamento público. Se sua calçada não tiver os tamanhos corretos estabelecidos por lei, é passivo a pessoa que estacionar no estacionamento público levar multa, pois está estacionando em cima de calçada. Como o estabelecimento, que não cumpriu com as regras de uso e ocupação do solo para construção de calçada e estacionamento público. Como o estacionamento na frente da sua loja tem as características de um estacionamento em via pública, é por isso que ele é público, QUALQUER pessoa pode estacionar nessas vagas.

Quando eu fui entregar a folha que a gerência colocou no meu carro, ainda recebi outro desaforo. Disse uma senhora: “O estacionamento é rotativo”. Mais uma vez o estabelecimento falou bobagem. Não existe regras de tempo determinado para o uso de estacionamentos públicos. Apenas os regidos pela Zona Zul e Zona Verde tem temporalidades que podem ser renovadas com a compra de um novo cartão. Fato que não ocorre na frente da Famárcia Central.

Compreendo a indignação da gerente do estabelecimento, todavia, sei que essa indignação passa pela falta de compreensão das leis vigentes. Uma pena que nós cidadãos desconhecemos na maior parte de nossa vida, nossos direitos e deveres sociais. Fico triste com o ato ocorrido pois sou um cliente esporádico da farmácia. Comprei alguns analgésicos, mel com própolis, desodorante e afins… miudezas. Pelo visto, sou apenas bem quisto no local se eu estiver comprando, ou pode ser porque não seja um bom comprador. Quem sabe…

Minha única dúvida, sobre direitos e deveres é saber se eu possuía o direito de entrar em ação de perdas e danos contra a Farmácia Central. Vale lembrar que o papel posto no meu carro foi visto por todos que passavam por ali em horário comercial. Fiquei constrangido pela atitude admoestativa da senhora que prestou o ato de pregar no meu carro o “recadinho”. Senti-me, provavelmente, legalmente lesado. Ao contrário do estabelecimento, que se sentiu lesado, porque tomou o espaço público como privado, ilegalmente.

Espero que a Farmácia Central tenha mais cuidado com suas atitudes daqui pra frente!

Espero que essa carta perpasse pelas vias de mídia social e emails

Talvez com atitudes como essa aprenderemos que somos iguais perante a lei, e temos direitos e deveres iguais.

 

atenciosamente,

Rodrigo

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